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HOLLYWOOD

Entre filmes clássicos da Era de Ouro, como Crepúsculo dos Deuses e Nasce uma Estrela, e obras contemporâneas aclamadas, caso de Cidade dos Sonhos e do recente Era Uma Vez em… Hollywood, são mais de 30 longas-metragens que buscam pensar a atmosfera de encanto e os personagens que passam pela capital do cinema mundial, em produções que refletem criticamente sobre Hollywood a partir do interior de sua estrutura. O Cine Humberto Mauro fica localizado no Palácio das Artes, e tem entrada gratuita, com retirada de ingressos a partir de 1 hora antes de cada sessão, na bilheteria do cinema.

A curadoria da mostra O Preço de Hollywood busca trazer uma radiografia dos filmes nos quais a indústria cinematográfica americana fala sobre si mesma, em um recorte que celebra e reconhece os grandes filmes e as produções gigantescas, mas questiona as motivações e interesses envolvidos nos redutos de poder, as desigualdades estruturais e os meandros da indústria, problematizando a visão puramente idealizada que a própria Hollywood construiu a seu respeito. Diretores como Billy Wilder, Nicholas Ray, Robert Altman, David Lynch, John Waters, Spike Jonze, Peter Bogdanovich e Quentin Tarantino, dentre outros, vocalizaram as autocríticas da indústria em alguns dos principais filmes que estarão presentes na programação. Filmes de gêneros como a comédia e a fantasia também ganham destaque a partir dos trabalhos de Jerry Lewis, Woody Allen e outros realizadores que exploraram a utopia e a megalomania hollywoodianas.

Governo de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam a mostra O Preço de Hollywood. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm Patrocínio Master da Cemig e Instituto Cultural Vale, Patrocínio Prime do Instituto Unimed e da ArcelorMittal e Patrocínio da Vivo.

RELEASE

AS SOMBRAS DO ESTRELATO

A seleção curatorial da mostra O Preço de Hollywood vai dos primórdios da produção de filmes em massa, nos anos 1920, até a já consolidada cinematografia hollywoodiana recente. Crepúsculo dos Deuses (1950), Nasce uma Estrela (versões de 1937 e 1954), O que terá acontecido a Baby Jane? (1962) e Cidade dos Sonhos (2002) estão em um primeiro grupo de filmes da programação, que tematizam o desencanto, assim como também a ascensão e posterior queda de estrelas, além do ostracismo artístico imposto aos artistas descartados pelos estúdios – destino recorrente nas carreiras das atrizes. “São filmes que nos apresentam personagens sonhadores, mas trágicos, que vivem entre a fantasia e o tormento, lidando sempre com as possibilidades e impossibilidades dadas pelo jogo de (sobre)vivência em um mundo onde a opulência cultural pode mover o melhor e o pior da humanidade”, define Rodrigo Azevedo, produtor de programação do Cine Humberto Mauro.

Já outros longas-metragens, como Mocinho Encrenqueiro (1961), Confusões em Hollywood (1987), O Jogador (1992), Cecil Bem Demente (2000) e Deu a Louca nos Astros (2000) partem de premissas absurdas e tramas de comédia para explicitar os excessos e as incongruências da indústria, dando foco também aos bastidores de filmagem e à mecânica que move a estrutura da capital do cinema. A metalinguagem explícita, com personagens saindo das telas para o “mundo real” e identidades fluidas entre os universos de dentro e de fora da ficção, está presente nos longas A Rosa Púrpura do Cairo (1985), que trata do quão ilusória Hollywood pode ser, e Adaptação (2002), cuja trama segue o árduo processo criativo de um roteirista, por trás de todo o véu de sonho que envolve o trabalho em Hollywood.

Outra combinação interessante é a do filme Era Uma Vez em… Hollywood (2019), reimaginação tarantinesca da tragédia envolvendo a atriz Sharon Tate em 1969, com talvez o mais conhecido filme estrelado por ela, O Vale das Bonecas (1967), que trata justamente da busca pelo estrelato e das consequências sombrias deste objetivo. “Apresentar os filmes que desvelam a realidade de Hollywood é, de certo modo, como abrir as páginas de um livro que explora a intricada teia da indústria do entretenimento. Ao compartilhar essas obras cinematográficas, convidamos o espectador a uma jornada não apenas pelos bastidores da fama, mas também pelas complexidades mais amplas da condição humana. Estes filmes agem como uma lente singular, oferecendo uma análise íntima e perspicaz da cultura, da sociedade, do encanto e do desencanto associados à Hollywood”, observa Rodrigo Azevedo.

INGESSOS

DISTRIBUIÇÃO DE INGRESSOS

A programação é gratuita e os ingressos devem ser retirados 1h antes de cada sessão, na bilheteria do cinema, localizada no subsolo do Palácio das Artes.

Apenas a Sessão da Meia-Noite (realizada na madrugada de sexta-feira para sábado) terá distribuição de ingressos realizada de modo virtual, através da bilheteria eletrônica eventim, a partir de meio-dia do dia 25 de janeiro (quinta-feira). Para esta sessão, não será realizada a distribuição de ingressos no local no dia do evento.

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